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Estação
transformadora de distribuição Tucuruvi
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AES
Eletropaulo
aumenta a capacidade
no transporte de
energia elétrica na zona
norte de São Paulo
utilizando cabos
isolados a seco
Quase
impossível pensar em obras no meio de uma rua movimentada sem imaginar
o transtorno que a mesma causa àqueles que passam, trabalham ou
vivem perto dela. Pior ainda quando o quebra-quebra envolve a substituição
de 13 quilômetros de cabos de subtransmissão subterrânea
localizados embaixo de avenidas com trânsito pesado, onde milhares
de veículos circulam diariamente. Ao visualizar este cenário,
provavelmente a imagem que vem à cabeça é de um enorme
caos. Porém a AES Eletropaulo maior empresa de energia elétrica
da América Latina, que atende a capital paulista e mais 23 municípios
da região metropolitana acaba de realizar este feito com
sucesso, sem causar desconforto aos órgãos públicos
ou à população.
Quem percorrer
as avenidas Gustavo Adolfo, Major Dantas Cortez, Guapira e Tucuruvi, na
zona norte da cidade de São Paulo, estará passando sobre
três grandes conquistas da concessionária. Primeira: esta
é uma das maiores obras envolvendo cabos de subtransmissão
de alta tensão já realizada pela empresa. Segunda: o trabalho
foi entregue com um mês de antecedência da data prevista.
Terceira: a execução do projeto aconteceu com o mínimo
de transtorno possível. Tudo isso só foi conseguido graças
à larga experiência e à tecnologia desenvolvida pela
Pirelli em instalação de redes subterrâneas, e a um
excelente trabalho em conjunto com seus parceiros, planejado e executado
minuciosamente por todos os profissionais envolvidos.
Convidada
a encabeçar o projeto, mais uma vez a Pirelli, sempre à
frente na busca de novas tecnologias, desenvolveu no Brasil o cabo com
isolação em polietileno reticulado XLPE 145 kV a seco para
alta tensão. O produto inédito na AES Eletropaulo foi utilizado
na substituição dos cabos a óleo em um dos circuitos
que vai da S/E Vila Medeiros até a S/E Tucuruvi. Com isso, a capacidade
de transporte de energia elétrica passou de 40 para 100 MVA, beneficiando
mais de 300 mil clientes da concessionária (veja no quadro). Escolhemos
a Pirelli pela qualidade de seus produtos, pelo preço e prazo de
entrega. No caso desta obra em especial, a concorrente teria mandado buscar
os cabos na Tailândia ou na China, enquanto a Pirelli foi a única
com capacidade para produzir cabos isolados em XLPE no Brasil, declara
Wagner Plenas dos Santos, engenheiro da AES Eletropaulo responsável
pela obra.
Precisão
cirúrgica
Cabos
utilizados foram os XLPE
com isolação a seco
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Para se chegar
a uma conclusão sobre qual a melhor maneira de fazer a troca dos
cabos sem interferir no comércio local, no trânsito e sem
causar incômodos à população, foi necessário
executar um grande e detalhado planejamento. A abertura de valas em toda
a extensão das avenidas era inviável, pois além dos
transtornos já mencionados verificou- se mais um problema. Após
um prévio mapeamento de alta precisão do solo, os técnicos
viram o quão exíguos eram os espaços disponíveis
devido a outros serviços de utilidade pública, como telefonia
e saneamento. Então, pela primeira vez a concessionária
utilizou o Método Não Destrutivo em longos trechos.
O esquema
consiste na perfuração direcional do solo, em alguns pontos
estrategicamente escolhidos, realizado com equipamentos especiais. Depois
as instalações dos cabos Pirelli isolados em XLPE foram
feitas por baixo da terra. Segundo os especialistas envolvidos no projeto,
para se ter idéia da precisão cirúrgica usada na
perfuração do solo, o furo-piloto foi executado em um espaço
de apenas 2 metros entre interferências, com uma profundidade de
até 3,5 metros.
Wagner
Plenas e Valdecir de Oliveira, da AES Eletropaulo: 300 mil consumidores
beneficiados
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Para o engenheiro
Wagner, o sucesso na troca de circuitos deve-se à competência
e harmonia obtida entre as equipes de profissionais. A Pirelli colocou
seus profissionais diretamente ligados à obra, ressalta o
engenheiro da AES Eletropaulo. O projeto, supervisão de obra, montagem
dos acessórios e comissionamento ficou a cargo da Pirelli, as obras
civis foram realizadas pela empresa de engenharia Potenza e o gerenciamento
foi feito por outra empresa de engenharia, a Selfh.
Em
vinte anos de Eletropaulo eu nunca havia presenciado uma relação
entre equipes tão boa quanto essa, completa Santos.
Segundo o
engenheiro, outro fator que também contribuiu para o êxito
deste empreendimento foi a campanha de esclarecimento feita junto à
população, que em nenhum momento ficou sem o fornecimento
de energia elétrica. Além disso, o apoio da Companhia de
Engenharia de Tráfego (CET) e das subprefeituras envolvidas na
região foi muito importante. Não tivemos nenhuma reclamação
da população, nem dos órgãos públicos,
comemora.
Devido ao
excelente resultado obtido, este trabalho servirá de modelo para
as futuras instalações da concessionária.
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AES
Eletropaulo investe R$ 7 milhões
No
passado, o circuito da linha de transmissão da Vila Medeiros
Tucuruvi contava com dois circuitos de cabos a óleo
fluido. O primeiro energizado em 1969 (40MVA) e o segundo em 1994
(80 MVA), ambos instalados pela Pirelli. Apenas o primeiro circuito
de cabos a óleo foi substituído por cerca de 13 mil
metros do novo cabo da Pirelli, isolados em XLPE para 100 MVA. Este
cabo contribui com o meio ambiente, pois não apresenta risco
de vazamento. Assim, além de diminuir a necessidade de manutenção
com o cabo a seco, o segundo circuito de 80 MVA ficou compatível
com o atual.
Por
envolver cargas de alta tensão, a troca de cabos significava
uma operação de grande responsabilidade aos que trabalhavam
na obra. A Pirelli cuidou de toda a segurança. Com
isso, nos sentimos protegidos em todos os momentos, declara
Valdecir Lucena de Oliveira, técnico em eletrotécnica
da AES Eletropaulo.
Os
R$ 7 milhões que a AES Eletropaulo investiu na obra, aliados
à competência das equipes ligadas ao projeto e à
tecnologia dos cabos e acessórios Pirelli, beneficiaram 300
mil clientes residenciais e comerciais. Hoje os bairros populosos
de Santana, Tucuruvi, Vila Medeiros e Jardim Brasil já podem
contar com mais um circuito de alta tensão com tecnologia
de última geração para suprir as necessidades
de uma região que cresce a cada dia, como é o caso
da zona norte paulistana.
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