| Baixa Tensão Fique ligado nas novas normas |
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Normas técnicas do setor elétrico harmonizadas para os países do Mercosul já estão valendo. Confira Para um bloco comercial entre países dar certo, é preciso primeiro resolver uma grande lista de diferenças culturais e técnicas. No caso do Mercosul, pelo menos no que se refere aos produtos do setor elétrico, o trabalho de eliminação destas diferenças está avançando muito bem, obrigado. Para se ter uma idéia, até 2001 só haviam duas normas harmonizadas entre os países do bloco. Hoje já existem 23, das quais 14 referem-se à fabricação de fios e cabos elétricos. Essa evolução nos trabalhos de harmonização das normas técnicas deve-se ao empenho dos fabricantes nos vários países envolvidos e também à Associação Mercosul de Normalização (AMN), que coordena essas atividades. De forma geral, harmonizar significa padronizar as normas técnicas do bloco, respeitando as diferenças de cada nação, através da substituição das normas nacionais pelas novas Normas Mercosul (veja matéria na edição 12). O que é importante saber agora é que a norma brasileira NBR 6148, que define a construção dos condutores isolados de baixa tensão, está sendo substituída por uma nova norma já reconhecida em todo o Mercosul, chamada NM 247-3. A partir de maio de 2004, a nova NBR NM 247-3 será a norma que irá reger, por exemplo, a fabricação dos fios e cabos das linhas Pirastic e Pirastic Flex, bem como todos os demais cabos de baixa tensão produzidos no Brasil. Nascida com base nas normas internacionais IEC 60227-3, no Brasil a nova norma é publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Com isso, todos os fabricantes de cabos elétricos deverão adequar sua certificação compulsória segundo a nova norma. Atenção na compra Basicamente nada muda nos produtos. Quando a NM 247-3 foi definida, algumas divergências existentes entre os países foram mantidas. Por exemplo nas classes de encordoamento, que definem a flexibilidade do cabo: no Brasil continua permitido fabricar cabos na classe 4, nos demais países do Mercosul apenas os de classe 5, que são bem mais flexíveis. A classe 4 é uma categoria abolida na Europa e em desuso na América do Sul, por definir um cabo mais rígido que não tem as vantagens do cabo flexível, como os de classe 5. Como se sabe, quanto mais flexível for o cabo, mais fácil sua instalação. De qualquer forma, por respeito ao mercado e também por estar em consonância com as melhores tecnologias mundiais, a Pirelli já não fabrica os cabos da classe 4 há tempos. Assim, para você que já especifica os cabos Pirelli, nada muda e a tranqüilidade continua, com todas as vantagens que você já conhece: alta segurança e desempenho, excelente flexibilidade, dupla camada de isolação, gravação das características técnicas à tinta, embalagem em caixas de fácil manuseio. O que muda é que os usuários deverão estar atentos para especificar corretamente sua compra, mencionando agora a norma nova NBR NM 247-3. As normas existem para regulamentar a performance e a qualidade do produto, bem como garantir a segurança dos usuários, informa Fabian Yaksic, gerente do Depto. de Tecnologia e Política Industrial da Abinee. É fundamental que o consumidor saiba exigir seus direitos, enfatiza. No setor elétrico, exigem certificação compulsória fios e cabos, disjuntores, interruptores, plugues e tomadas, reatores, equipamentos para áreas classificadas e produtos etiquetados (como chuveiros e motores). Nos primeiros meses de 2004, o Comitê Setorial Mercosul de Eletricidade espera harmonizar também a norma sobre cordões de alimentação (cabos usados para conectar aparelhos a tomadas), considerada a segunda mais importante depois da NM 247-3. Mais informações: www.amn.org.br e em edições anteriores da Revista PirelliClub (números 12, 17 e 18) |
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